Ouvi chamarem o teu nome.
Achei-o estranho. Não o ouvia há muito, dito daquela maneira quase familiar.
A minha atenção desviou-se logo. Levantei-me e procurei-te com o olhar, revirando tudo (sem saber se te queria ou não encontrar).
Ela era da tua altura e morena o suficiente para me deixar na dúvida. Descolei o corpo da parede (que me ia servindo de poiso) e andei em frente, tentando disfarçar a ansiedade, sem tropeçar no meu andar hesitante.
Ela lá estava, ao pé do único balcão que existia. Só lhe via as costas (sem sequer as ver). Andei por ali um bom bocado, à espera do momento certo para nos cruzarmos "por acidente". Procurava nas palavras uma bengala para a situação. Havia imaginado tudo aquilo inúmeras vezes, de maneiras que não sei, em sítios que nem conheço, mas sempre contigo lá: Distraída, e apanhada de surpresa, também sem saber o que fazer, a corar as sardas naquela vergonha nervosa, de menina derretida que não descura a postura nem o sorriso.
(Esse sorriso)
De repente, ela virou-se e o Mundo caíu-me todo no chão.
Não eras tu...
Mas quase!
7.09.2009
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