4.02.2009

1 ABRIL

Hoje os lençóis empurraram-me da cama. Levantaram-me a horas. Não tomei banho à pressa, nem fiz uma corrida com os ponteiros do relógio até à estação. Hoje fui eu que esperei pelo combóio, e cheguei ao trabalho antes de toda a gente. Hoje sentei-me antes de todos, só para ouvir o sossego de uma sala vazia, desacostumada de solidão.
Hoje peguei em trabalhos de que gostei, todos me deram um prazer especial. Não senti a pressão de carregar um Mundo e meio nas costas, não tive prazos nem objectivos a cumprir. Hoje saí a horas. Não houve imprevistos, nem trabalhos daqueles que aparecem no momento em que levantamos a mão, e balbuciamos o “até amanha” que acaba por ficar ali à espera (até amanha…)

Hoje consegui sentar-me com uma cerveja na mão, para o sol acabar comigo a tarde calma e tranquilamente.
Hoje vi um filme dos que valem mesmo a pena, e quando me deitei não me lembrei de ti...
(Nem um bocadinho)


Hoje não menti a ninguém!

1 comentário:

Anónimo disse...

hahaha, mentiste foi agora cigano!

dias desses n existem!