Hoje os lençóis empurraram-me da cama. Levantaram-me a horas. Não tomei banho à pressa, nem fiz uma corrida com os ponteiros do relógio até à estação. Hoje fui eu que esperei pelo combóio, e cheguei ao trabalho antes de toda a gente. Hoje sentei-me antes de todos, só para ouvir o sossego de uma sala vazia, desacostumada de solidão.
Hoje peguei em trabalhos de que gostei, todos me deram um prazer especial. Não senti a pressão de carregar um Mundo e meio nas costas, não tive prazos nem objectivos a cumprir. Hoje saí a horas. Não houve imprevistos, nem trabalhos daqueles que aparecem no momento em que levantamos a mão, e balbuciamos o “até amanha” que acaba por ficar ali à espera (até amanha…)
Hoje consegui sentar-me com uma cerveja na mão, para o sol acabar comigo a tarde calma e tranquilamente.
Hoje vi um filme dos que valem mesmo a pena, e quando me deitei não me lembrei de ti...
(Nem um bocadinho)
Hoje não menti a ninguém!
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1 comentário:
hahaha, mentiste foi agora cigano!
dias desses n existem!
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